Acoli de Encerramento + Mente Nobre

No último dia 11/12 tivemos o Acoli de Encerramento, um tempo especial direcionado para honrar e mais uma vez encorajar líderes e líderes em treinamento a perseverarem como discípulos fiéis de Jesus. O encontro foi marcado por muita comunhão, alegria e crescimento.

No dia Pr. Edson aproveitou para compartilhar daquilo que Deus ministra ao coração dele, de que somos amados, aceitos e aprovados incondicionalmente por Deus, através da maravilhosa graça que nos alcançou, por meio do reconhecimento de Cristo Jesus como nosso único mediador e salvador.

Abaixo, a palavra compartilhada, na íntegra:

LIBERTE-SE DA ARMADILHA DO DESEMPENHO

 

“Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera. Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:7-8).

Tiago nos compara a agricultores. Paciência é uma forte característica daquele que planta. Ele não pode forçar o crescimento, precisa respeitar e esperar o tempo da natureza. O agricultor tem que aguardar.

Num mundo absurdamente imediatista esse é um enorme desafio, especialmente nos que se refere às coisas do Espírito! Paciência é um dos aspectos do fruto do Espírito. Quando queremos fazer as coisas que competem a Deus, elas não acontecem, então nos frustramos e desanimamos. Só Deus pode fazer milagres. A vida é um milagre. Uma pessoa jamais se converte pelo poder do homem ou pela persuasão intelectual. Ela só pode assimilar o evangelho no espírito pela ação direta do Espírito de Deus. Jesus disse que o novo nascimento é um mistério, como o vento, que não sabemos de onde vem, nem para onde vai, mas ouvimos a sua voz.

Sim, todos nós queremos ver o fruto do nosso trabalho. Queremos ver nossas células crescendo e multiplicando. Todo discípulo quer ver a semente do evangelho germinar, crescer e dar fruto no coração das pessoas. Nada há de errado nisso. Pelo contrário, crescer e multiplicar é absolutamente normal, saudável e lícito! O problema é quando queremos gerar frutos artificiais para mostrar resultados e buscar autoafirmação.

Existe uma sutil tendência dentro do nosso coração – a vaidade ministerial. Vaidade significa “qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória”, e também “valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentadas no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros”. Somos tentados a, talvez na maioria das vezes até inconscientemente, provar para os outros, para nós mesmos que podemos, ou até mesmo para Deus, que somos capazes, que somos pessoas de sucesso no ministério.

Se já fomos amados, aceitos e aprovados por Deus incondicionalmente, pela Sua maravilhosa graça, de que outra aprovação necessitamos?

Precisamos buscar o equilíbrio. Queremos, sim, colher o fruto, e vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para vê-lo brotar, crescer, e multiplicar, mas jamais tentar fabricá-lo; e jamais entrar em frustração e desânimo se ele ainda não chegou. Por outro lado, essa consciência não pode nos acomodar ou nos levar à apatia, como se nada pudéssemos fazer, pois o agricultor trabalha arduamente na terra do começo até o fim da colheita.

Esse equilíbrio é que nos leva a caminhar sempre em alegria e motivação. A saúde espiritual e emocional é a chave para um crescimento espontâneo, natural, e uma multiplicação saudável.

Não desanime. Tenha paciência. Prossiga. Espere o tempo de Deus. Trabalhe, se esforce, se dedique de todo o coração, tenha uma expectativa na colheita, mas não caia na armadilha do desempenho, achando que você será aceito ou se tornará mais importante se tiver mais fruto. Seja livre, ande livre, ame Jesus e ao próximo de todo coração. Espere com paciência. Juntos vamos ainda fazer uma grande colheita de almas no ano de Amar e Servir, em 2019. Amém!

 

Confira as fotos desse dia: