História da PIB Blumenau

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Conheça nossa história!

A Primeira Igreja Batista em Blumenau foi organizada em 12.05.1962 com apenas dez membros. Antes fora uma congregação da Primeira Igreja Batista do Estreito. Muitos foram os pastores e obreiros que contribuíram com o seu crescimento. Muitas foram, também, as dificuldades pelas quais a igreja passou, principalmente pela troca constante de pastores. O número médio de membros girava sempre em torno de quarenta.

img-pibb-0078No início dos anos oitenta, entretanto, alguns irmãos começaram a desenvolver uma maior sensibilidade sobre a visão da Igreja de Jesus. Aos poucos, a chama do evangelismo, que estivera por muitos anos enfraquecida, foi se renovando.

A partir dos jovens da Igreja, Deus começou a atuar e muitas conversões foram acontecendo. Um novo estilo de culto foi introduzido, sem, no entanto, comprometer a doutrina e a mensagem do evangelho. Algumas resistências surgiram, mas cremos que a vontade de Deus prevaleceu em relação a Sua igreja.

Uma série de acontecimentos marcou época na segunda metade dos anos oitenta. O discipulado foi implantado, os grupos pequenos, os retiros de comunhão, os estilos diferentes de músicas e instrumentos nos cultos públicos, etc. A igreja começou a crescer e o templo antigo já não mais comportava o número de pessoas; foi ampliado uma vez e, depois, segunda vez. Os irmãos da liderança, então, começaram a cogitar sobre a necessidade de um espaço maior.

Era início dos anos noventa. A ideia era comprar um terreno maior com a venda da antiga propriedade e construir um novo prédio que atendesse nossas necessidades. Foi nessa época, também, que percebemos como nosso espaço era mal empregado. Na maior parte da semana o templo ficava fechado e todo o seu espaço desperdiçado. A igreja concordou, então, em construir um prédio que fosse adaptado para o funcionamento de atividades sociais durante a semana e nos fins de semana para as atividades de culto.

pib-igrejinhaOramos pela venda daquela propriedade e, em fins de 1995 estávamos fechando o negócio. Simultaneamente fechamos, também, a compra do novo terreno.

Passamos a nos reunir provisoriamente nas antigas instalações da Escola Shalom. Foi um período no qual Deus muito nos abençoou em crescimento. Por quatro meses oramos para receber uma direção de Deus sobre o que seria nossa nova construção. Deus confirmou no coração de toda a igreja sobre a construção de um prédio para funcionar uma escola. Iniciamos o estaqueamento da obra de 3.000 m2 no final de 1996. No início de 1998 mudamos para nossa nova sede, quando, também, iniciaram-se as atividades da Escola.

Toda essa trajetória foi marcada por muitas lutas e resistências de toda espécie. Mas hoje estamos dando continuidade ao processo de Deus como Seus cooperadores, investindo na educação por princípios, formando o caráter dos alunos e preparando o cidadão do futuro. O Colégio, por sua vez, não é um fim, é apenas um meio para entrarmos nos mais diversos segmentos da sociedade e cumprirmos o nosso papel como igreja. O nosso objetivo é servir a nossa geração: “Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu…” (Atos 13:36).

Em meados de 1999 iniciamos a transição para uma Igreja em Células. Já no processo de implantação, pudemos ver os resultados surpreendentes no que se refere ao compromisso de vida com Jesus, à oração, ao fervor evangelístico e ao crescimento quantitativo.

A visão celular conquistou o nosso coração. Organizamos a Igreja em células, porém, depois de algum tempo, estagnamos no crescimento. Em Novembro de 2002 Deus nos deu uma revelação e um comando. Havia quatro potestades que seguravam o crescimento da igreja local. Ele nos deu direção para fazermos um culto especial, somente com os discípulos vinculados à igreja, para que pudéssemos retirar os argumentos no reino espiritual. Instruímos a igreja acerca da “personalidade coletiva” e “pecado corporativo”.

Todos choraram de arrependimento diante do Senhor! Depois oramos renunciando aqueles pecados e, em seguida, nos levantamos e fizemos uma marcha profética contra aquelas potestades para quebrar a regência maligna. Elas caíram! Daquele dia em diante nunca mais fomos os mesmos. Fizemos uma ceia para selarmos nossa unidade e o crescimento começou a fluir.

No ano de 2009, denominado O Ano da Unidade, Deus nos agraciou com tremendas revelações. Na busca por caminhos que nos conduzissem à experiência do modelo de unidade idealizado pelo Senhor Jesus, fomos levados à consciência de que precisávamos mexer nas bases.

A tragédia que se abateu sobre nossa cidade no final de 2008 serviu para abrir os nossos olhos. Percebemos o quanto estávamos desconectados uns dos outros e o quanto a igreja estava dispersa. Foi difícil admitir, mas estávamos mais para uma igreja com células do que uma igreja em células. Havia uma desconexão entre os líderes, as células, as macro-células, os ministérios e a Escola de Líderes. Era necessário um profundo ajuste. A célula é a Unidade Básica do Corpo de Cristo, a própria Igreja em essência. Nela se fundamentam todas as ações da Igreja: adoração, serviço, evangelismo, comunhão, discipulado, oração, cura, libertação, formação de líderes…

A célula é uma comunidade, uma família, aonde cada membro exerce sua função no uso dos dons do Espírito Santo servindo uns aos outros. Quando todos funcionam, a célula é funcional, saudável, o que a faz crescer e multiplicar. A comunidade gera unidade: “Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um; eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade…” (João 17:22, 23).

O ano de 2010 foi o Ano da Restauração. Restaurar é voltar ao original, ao princípio. Alguns fundamentos, princípios, foram esquecidos e precisávamos retomá-los. Qualquer construção tem uma coisa em comum no mundo todo: o fundamento. Não importa que tipo de estrutura e que modelo arquitetônico será aplicado, o fundamento é indispensável e imutável. Assim também acontece com o edifício espiritual. A estrutura organizacional ou o modelo é flexível e mutável, mas os princípios são eternos. Não nos faltava estrutura, porém, por estar em fundamento deficiente, ficou frágil e muitos “tijolos” caíram das paredes. Quando supervalorizamos a estrutura em detrimento da base, o edifício todo desaba.

Foi o ano de redefinir as bases do nosso ministério. As células foram reorganizadas para funcionarem como Unidades Básicas do Corpo de Cristo: Comunhão; serviço mútuo através dos dons espirituais; todos funcionando e não apenas o líder; líder como servo (função, e não posição hierárquica); o discipulado (voluntário) um a um; o treinamento de novos líderes no ambiente da célula e não apenas na Escola de Líderes…

Hoje somos uma igreja em células e não uma igreja com células. Célula não é uma reunião, mas uma comunidade de amor, onde todos os membros exercem a sua função de edificar uns aos outros, vivendo koinonia (comunhão) sete dias por semana, com o propósito de alcançar vidas para Jesus e expandir o Reino de Deus. Nessa família espiritual só existe uma Cabeça, Jesus, todo o resto é corpo. O líder não ocupa posição hierárquica, mas exerce uma função de responsabilidade diante de Deus, por isso assume a postura de servo.

Em cima das bases redefinidas, retomamos o crescimento acrescentando mais e mais “tijolos” (vidas) nessa casa espiritual.

Como sabemos que qualidade promove quantidade, nossa ênfase é “… Que todos cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” (Efésios 4:13). Assim, trabalhamos para que todos sejam discipulados um a um e aprendam a depender exclusivamente do Senhor, por meio da oração e da palavra, nutrindo um relacionamento íntimo com Ele.

“LEVANTA-TE, REJUBILA! PORQUE CHEGOU A SUA LUZ… E A CHAMARÃO CIDADE DO SENHOR” (Isaías 60:1, 14).

Blumenau será chamada “Cidade do Senhor”!