Lançamento do livro Paternidade através da Humildade


Nos dias 03/11 às 19h30 e dia 04/11 às 09h30 e 18h – Lançamento do livro Paternidade através da Humildade, da série O Pai Nosso, de Giovani e Elizabeth Zimmermann. E apenas nesses dias estará disponível para compra o Livro + CD e DVD O Alvo do Coração do Pai, por R$ 20,00 o kit.

 

 

“Falar sobre a Paternidade revelada é um grande privilégio, pois muitos de nós vivemos sem a paternidade verdadeira. O plano de Deus era e continua sendo, que os pais transmitam para os filhos: segurança, afirmação em todas as áreas da vida, confiança e certeza que vivem em um ambiente de amor e de total aceitação!” (Nyllson Oliveira – Ministério Olhar do Pai, genro, paidion e teknon)

 

Conheça a história de um homem que também teve esse grande privilégio de conhecer a paternidade de Deus e que aos 14 anos assumiu financeiramente a mãe e 08 irmãos. Desde então não parou de encher sua aljava de filhos do coração e espirituais, construindo, com eles belíssimas histórias.

Ele não foi vendido como José, filho de Jacó, mas assim como José, soube reconhecer a soberania de Deus sobre sua vida, tornando-se pai de gerações.

RENILTON ALMEIDA – UM PAI DE GERAÇÕES

“Sou Renilton, nascido no estado da Bahia, cidade de Feira de Santana, distrito Ipuaçu, Fazenda Campas.

Quando tinha 11 anos de idade, recebemos uma família de amigos em nossa casa. Meu pai ‘sentiu no coração’ de confiar minha guarda a esta família, para que me criassem, educassem e me dessem trabalho. Eu aceitei, e no mesmo dia sai do aconchego da minha casa na fazenda. Minha mãe me deu roupas e tudo aquilo que eu tinha. Passado alguns meses fui matriculado numa escola particular e então comecei a estudar e trabalhar, todos os dias.

Meu patrão se chamava Sr. Paulo Mascarenhas. Eu acordava às 05h, e ia de bicicleta com ele, uns 8km até o mercado municipal de Feira de Santana, onde ele tinha a mercearia. Trabalhava o dia todo e estudava à noite. Passado algum tempo, quando eu já estava com 14 anos, em 1973, o meu pai biológico faleceu com 42 anos. Como só eu trabalhava, com o dinheiro que ganhava na mercearia, assumi financeiramente minha família, minha mãe e meus 08 irmãos. Semanalmente minha irmã ia fazer compra para atender as necessidades de casa, o Sr. Paulo dava o dinheiro à ela e para mim reservava uma pequena parte.

 

Minha mãe ainda trabalhava na roça, tínhamos alguns animais, mas a situação era bem precária e a maior renda ainda era o meu ganho. Eu já exercia a função de um pai, mesmo sendo tão jovem. Com 18 anos fui para o exército, ia para a fazenda todo final de semana, e lá, também, continuei suprindo as necessidades de minha família.

 

Na época decidi fazer o curso de Cabo (função no exército), desejando seguir carreira na intenção de ter algo garantido para continuar mantendo a família. Passei no curso, aguardei mais 01 ano e 04 meses pra receber a nova divisa, mas não tive a oportunidade, pois o comandante havia dado ordem de que aqueles que tinham menos de 08 anos de serviço militar fossem dispensados. Então eu precisei deixar o exército. Saí de lá já com outro trabalho, fui para uma plataforma petrolífera como ajudante de montagem, continuando a direcionar meus recursos financeiros para minha mãe, auxiliando no sustento da casa.  Às 04h30 acordava pra pegar o pau de arara (100km de viagem), retornava para casa às 20h, todos os dias. Nessa época minha irmã já tinha casado, eu morava com ela e também ajudava nas despesas domésticas.

 

No meu trabalho morria muita gente e muitos acidentes ocorriam por falta de segurança, por isso minha mãe resolveu vender um pedaço de terra para que eu pudesse montar uma mercearia na cidade. Nesse período minha irmã do meio casou (com o irmão da Dinalva) e veio embora para o sul. Transcorrido um tempo essa minha irmã ganhou bebê e meu cunhado foi até a Bahia me convidar para um negócio em Santa Catarina, era o ano de 1978. Mais uma vez eu deixei tudo e fui atrás de novas oportunidades.

 

Após um ano no novo estado, voltei para Bahia para me casar com minha amada esposa Dinalva. Ao retornar para SC trouxe junto uma outra irmã minha, a Rosineide. Um tempo depois Dinalva também começou a trabalhar e nós três esforçava-mos por melhores condições de vida.

 

Em 1981 tivemos nosso primeiro filho, nessa época passamos por algumas dificuldades financeiras. Nesse período meu cunhado ainda estava no sul, mas logo depois voltou para a Bahia.

 

Aqui eu continuava trabalhando e auxiliando financeiramente minha mãe, no sustento dela e de meus irmãos.  Meu irmão Roque casou e eu o trouxe para cá, para viver com a gente, depois eu trouxe o Raimundo, que casou e trouxe a Miraci, e aos poucos fomos trazendo outros de nossa família: Mário, Marlon, Rubenil, irmãos de Miraci. Todos vieram para trabalhar na empresa que tínhamos na época.

 

Todos os anos Deus me dava condições de voltar à Bahia para ver como estavam meus irmãos e parentes. Numa dessas viagens tivemos a oportunidade de trazer o Arilson, que já havia perdido o pai e a mãe num intervalo de tempo bem pequeno. Aqui pudemos oferecer educação, trabalho e condições para que ele se estabelecesse, fazendo carreira no exército e constituísse a própria família.

 

Enfim em 1994 conheci e aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador, podendo compartilhar com minha família desse tesouro inestimável. Conhecer Jesus me fez entender que Deus escrevia minha história desde sempre. Descobrir a paternidade perfeita de Deus me levou a compreender que Ele me fez e capacitou como pai, mesmo tão jovem. Que grande honra!”

 

 

Renilton, ainda na mesma determinação, junto com o cunhado, dedicou-se em comprar uma casa para a mãe, que por questões de saúde não ficou em Blumenau, mas foi morar em Guarapuava/PR, onde têem parentela.

Renilton e Dinalva fazem parte dessa família espiritual desde 1994 e desde sempre são benção nessa casa.