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Gaza Não é Tão Simples Assim
Sob o ponto de vista de um Cristão Israelense



 
 É difícil de entender, mas deixe-me explicar:


1 - Os palestinos (exceto aqueles que vivem em Jerusalém oriental, que foi anexada a Israel), não são cidadãos israelenses. Eles não pertencem a nenhum país.

2 - Se Israel decidisse anexar toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, teria que dar  Cidadania a 2.420.000 palestinos (além dos mais de 1 milhão que já têm cidadania israelense).

3 - Se Israel fizer isto, seria apenas uma questão de tempo antes de tornar-se um país cuja maioria não seria de judeus. Se isto acontecesse hoje, o país seria convertido
automaticamente em 40% de árabes e 60% de judeus.

4 - Se os palestinos do mundo todo tivessem o “direito” de mudar-se para Israel (exigência deles), Israel teria uma maioria árabe da noite para o dia. Mesmo que não houvesse uma imigração imediata, estaríamos em numero menor em pouco tempo por causa das famílias árabes que, geralmente, são maiores. Então o governo, em sua maioria árabe “israelense”, aprovaria facilmente leis que convidariam os palestinos de todo o mundo para se mudarem para Israel. O nome de Israel certamente seria mudado para Palestina. Imaginar o resto agora é fácil...

5 - Se Israel se decidir a entregar aos palestinos as áreas de Gaza e da Cisjordânia, haverá questões de segurança. Embora mantivéssemos uma percentagem majoritária de
judeus (81/19 judeus/árabes), a distância entre o leste e o oeste seria mínima como o fio da navalha em algumas regiões. Em algumas áreas, a distância entre o Mar Mediterrâneo e as fronteiras de antes de 1967 tem apenas cerca de 14 quilômetros.

6 - E há também a questão bíblica. Será que Deus quer que entreguemos Sua Terra?
Será que tal atitude não O desagradará?

Plano de Retirada:

1 - O governo decidiu que é melhor desistir de terras onde há uma grande população de árabes (como Gaza) e anexar outras terras na Cisjordânia que permitiria aos israelenses que vivem lá, cuja concentração maior é de judeus (assentamentos), permanecer e  Crescer.

2 - Até a morte de Arafat, o plano do primeiro ministro Ariel Sharon era simplesmente
tirá-los de lá, começando com Gaza, deixando os palestinos responsáveis por seu bem-estar. Agora parece que Mahmoud Abbas deseja coordenar a retirada com Sharon.

3 - Segundo este plano, se os terroristas palestinos continuarem a atacar Israel, este não será obrigado a permanecer comedido, como tem feito por muitos anos e que resultou na morte de muitos judeus. Mas poderá atacar de volta como se tivesse sido atacado por qualquer outro país.

4 - Do ponto de vista meramente humano, a minha opinião é que o sistema de segurança só tem a ganhar se deixar Gaza. A tarefa de controlar mais de um milhão de árabes, muitos em campos de refugiados (infiltrados com terroristas), não é nenhum  picnic. É melhor deixá-los de lado e depois reagir com força total se houver algum ataque (mas a pergunta não respondida é: como o mundo reagiria ao fato de Israel defender-se de um estado terrorista localizado às suas portas?).

5 - O plano de retirada teria início com a saída de cerca de 8 mil judeus que vivem em Gaza. Muitos deles vivem lá por motivos religiosos, enquanto que um grande número
deles entende que uma casa em Gaza vale metade do preço de uma casa em Tel Aviv.


As divisões do nosso país. Há basicamente três grupos:

1 - Os Ultra-Religiosos: Eles acreditam na restauração do reino davídico. Muitos deles preferem morrer a deixar a Cisjordânia ou a Faixa de Gaza. Alguns de seus rabinos chegaram até mesmo a dizer aos seus soldados obedecerem a seus oficiais na  eventualidade de uma evacuação. Embora esses rabinos ultra-religiosos e líderes
políticos tenham muito apoio no meio evangélico, a popularidade deles em Israel é muito pequena e são vistos por muitos como fanáticos. Nas últimas semanas muitos deles  ficaram violentos, ameaçando a vida de oficiais do governo que votaram a favor do plano de retirada.

2 - O Grupo da Paz da Esquerda: Essas pessoas perderam quase toda credibilidade entre os israelenses. Há dez anos elas tiveram apoio por causa do Acordo de Oslo, mas quando os palestinos recorreram ao terrorismo, os pacifistas ainda não tinham entendido com o que estávamos lidando. E eles ainda continuam a acreditar que a culpa é de Israel e que Arafat era um parceiro valioso. Eles são como aqueles que não condenam um assassino e estuprador por acharem que a culpa é da sua criação. Conseqüentemente são considerados ingênuos, idealistas e descentralizados.

3 - Grupo do 'Segurança em Primeiro Lugar': Este terceiro grupo compreende quase que a maioria do país. As pessoas querem a paz com os palestinos, mas estão cientes dos verdadeiros objetivos do novo líder palestino, Mahmoud Abbas, que foi o braço-direito de Arafat por quarenta anos. Muitos deles se opõem à entrega das terras, mas não por razões religiosas. Para eles, trata-se de uma questão de segurança. Por outro lado, há outros que entregariam as terras, sem pensar, em troca de uma paz real. Este grupo subdivide-se em dois outros grupos:

a - Os que são a favor do plano de retirada concordam, não porque acreditam que isto
levará à paz, mas sim porque crêem que não haverá paz em um futuro próximo. Em seu
modo de pensar é mais fácil lavarmos as mãos quanto aos palestinos e deixarmos Gaza para lá.

b - Os que são contra o plano sentem que, deixar Gaza, seria uma recompensa para os terroristas e apenas os encorajaria a praticar mais terrorismo. Além disto, eles sentem
que Israel precisa manter presença dentro de Gaza, por razões de segurança. A ausência de israelenses ali abriria uma porta para que mais organizações terroristas se instalassem
e limitaria a atuação do serviço secreto israelense dentro de Gaza. Somente quando os
palestinos estiverem realmente impedindo a ação dos terroristas dentro de Israel
é que o governo deveria começar a pagar o preço de desarraigar cidadãos israelenses da Faixa de Gaza.

Assim, qual é o melhor plano para Israel hoje: o plano de retirada ou não?

Posso dizer com toda convicção que não sei! Por outro lado, tenho muita dificuldade
em aceitar a idéia de entregar a terra bíblica. Se já é difícil fazê-lo pela paz, muito menos será pela guerra, que é o que temos tido após 15 anos de “plano da paz”.

As Escrituras falam claramente da restauração de Israel e isto parece ser um passo para trás depois da miraculosa conquista de Jerusalém e da Cisjordânia que ocorreu nos últimos três dias da Guerra dos Seis Dias.

Por outro lado, o custo por ocuparmos Gaza é muito alto. Muitos dos nossos jovens foram mortos enquanto guardavam Gaza. Proteger os assentamentos lá é muito perigoso
e muitos soldados ressentem quando são enviados para um lugar tão hostil para proteger pessoas que eles acham que nem deviam estar lá.
 
Se sairmos de lá completamente e revidarmos à altura qualquer ataque, pode ser que Israel fique mais seguro. Além do fato de que não podemos continuar com esta situação para sempre, negando cidadania aos habitantes de lá pelas razões que já expliquei.

Nosso clamor diante de Deus deve ser que Ele levante uma liderança palestina moderada que realmente deseje a paz. Que levante um homem cuja missão em vida não seja destruir Israel. Como crentes, somos chamados a:

1 - Orar pela paz de Jerusalém.

2 - Nos posicionarmos ao lado de Israel e ao lado do povo judeu (Gn 12.2-3, Zc 8.23 e Rm 11.11).

3 - Orar pela salvação de árabes e judeus. “E todo Israel será salvo” (Rm 11.26).

 










Ron e sua esposa Elana são membros da congregação Tiferet Yeshua.

Reuters

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Publicado em: 2006-01-30 (2445 visualização(ões))

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