Palavra Conecta // 30 de junho

É dever de todo cristão batalhar pela fé

(Judas 3-4)

 

“Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé uma vez por todas confiada aos santos.

Pois certos homens, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se dissimuladamente no meio de vocês. Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor”.

(Judas 1:3,4)

 

Posso dizer com toda convicção que nunca vivemos um tempo com tantos falsos mestres. Infelizmente a proliferação destes homens e mulheres que enganam as pessoas em nome de Deus assusta. É por causa destas pessoas, que o nome de Jesus tem sido malvisto.

Foi exatamente por causa dos falsos mestres, que Judas escreveu sua carta.

Judas era meio irmão de Jesus. Embora tivesse rejeitado Jesus como Messias (João 7:5), se converteu junto com os outros meios-irmãos após a ressureição de Cristo (Atos 1:14). Por causa de sua relação com Jesus, seu conhecimento como testemunha ocular do Cristo ressurreto e do conteúdo da epístola, a carta foi reconhecida como sendo inspirada pelo Espírito Santo e incluída no cânon de Muratoriano (170d.c.).

Judas viveu numa época em que o Cristianismo estava sob forte ataque político e infiltração grande de falsos mestres. Por isso, Judas faz um apelo aos cristãos a lutar pela verdade em meio a uma intensa batalha espiritual.

 

“Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé uma vez por todas confiada aos santos”.

 

Judas deixa claro que sua intenção inicial em escrever esta carta, era falar sobre a salvação e seus benefícios. Muito provavelmente ele iria lembra-los que Deus não faz acepção de pessoas, já que esta carta está sendo escrita para um povo Judeu. Judas usa exemplos que para os judeus são familiares como Moisés, Egito, etc. Ao invés disso, Judas é inspirado pelo Espírito Santo a insistir que os cristãos batalhassem pela Fé que nos foi confiada. Esta convocação se fazia necessária pois os falsos mestres que pregavam e viviam na prática de um evangelho falso, estava desviando muitas pessoas. Por isso, Judas escreveu esse chamado imperativo para que os cristãos travassem uma guerra contra o erro em todas as suas formas e lutassem com intensidade pela verdade como um soldado.

Assim como Judas, eu quero te convocar a batalhar pela fé que nos foi confiada. Chega de tantos falsos mestres, desviando as pessoas do verdadeiro evangelho. Chegou o momento da igreja de Jesus, não a igreja instituição, mas a noiva de Cristo se levantar como um soldado de Cristo e lutar pela verdade. Chega de tantas heresias em nossa nação. Chega de tanta enganação para os jovens e adolescentes.

A pergunta que devemos fazer é: Como vamos batalhar pela fé?

Só podemos batalhar por aquilo que conhecemos. Paulo diz em romanos cinco, dezessete que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus. Antes de batalharmos pela fé, precisamos ser cheios de fé. Precisamos estar convictos da verdade. A verdade é Cristo e ela está revelada na palavra de Deus. Para isto, precisamos que se levante uma geração que ama a palavra de Deus. Uma geração que lê as escrituras e a pratica. Uma geração apta para lutar pela fé. Só uma geração que conhece o Deus das escrituras sagradas, pode lutar pela fé que lhe foi confiada. Muitos cristãos não lutam, pois não conhecem a verdade e por isso, tudo que é falado em nome de Deus, eles aceitam.

 

Quais as características dos falsos mestres?

 

Estes são ímpios, e transformam a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor”. (vs. 4)

 

  • São ímpios: Quer dizer sem Deus, sem adoração, destituído do temor de Deus. A falta de temor de Deus era demonstrada pelo fato de que eles se infiltraram na igreja para corrompê-la e se apoderar dos bens das pessoas. Infelizmente como nos tempos de Judas, vemos muitos ímpios como falsos mestres, ou falsos pastores. Eles são caracterizados pelo discurso todo voltado para esta vida. Usam o nome de Deus para se aproveitar das pessoas. Pedro alertava em sua primeira carta que os pastores não deveriam lideram as ovelhas de Jesus por ganância, mas com o desejo de servir (1 Pedro 5: 2). Entre os falsos mestres, estão os que pregam a teologia da prosperidade. São estes que vende água ungida de Israel, pano “sagrado”, vassoura, óleo ungido, etc. Estes são falsos mestres que enganam a muitos.
  • Transformam a graça de nosso Deus em libertinagem: Libertinagem é vício desenfreado ou imoralidade flagrante. A libertinagem descreve o estilo de vida dos falsos mestres da época de Judas. Eles abusavam da graça de Jesus ao se entregar aos desejos da carne. Paulo escreve em sua carta aos Romanos 6:15: “E então? Vamos pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De maneira nenhuma!”. Os falsos mestres de nossa época usam discursos como: “Você não é mais pecador”, “Não precisa orar e ler a bíblia, Jesus já fez tudo por nós”, “não seja tão fanático, estamos debaixo da graça e não debaixo da lei”. Estas são frases bem comuns que são ditas pelos falsos mestres de nosso tempo. E assim como nos tempos da igreja primitiva, muitas pessoas têm sido enganadas por estes.
  • Negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor. O que Judas está falando aqui, é que a conduta perversa destes falsos mestres, não reconhecia Jesus como o Senhor soberano e desprezavam qualquer reconhecimento de Cristo como Senhor. Hoje em nossos dias, os falsos mestres negam Jesus quando não falam mais sobre pecado, quando usam os ensinamentos de Jesus para ter um bom casamento, um bom trabalho, resumindo uma boa vida nesta vida. Todos que pregam só palavra de auto ajuda, negam Jesus Cristo como único e soberano Senhor. Jesus é centro de tudo e não mais uma coisa. Jesus é a palavra encarnada. Jesus é o caminho a verdade e a vida. Jesus é o sacrifício perfeito. Jesus é a fonte de alegria. Jesus é suficiente!!!! Não preciso de mais nada!!!

 

Conclusão: “Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém”. (vs.24-25)