Palavra Culto Celebrando a Família // 25 de novembro

O FRUTO QUE PERMANECEU

(Mateus 13:3-8; 18-23)

 

A vida é um mistério. Só Deus pode criá-la. Nenhum ser humano tem a capacidade fazer uma semente brotar, mas é capaz de proporcionar o ambiente adequado para que ela brote e cresça. Deus tem uma parceria conosco. Ele faz o sobrenatural, e nós fazemos o que é natural. Podemos, sim, e devemos provocar a vida!

A Parábola do Semeador nos ensina sobre quatro diferentes reações de pessoas que recebem a palavra. A terra para a semente é o coração das pessoas, a semente é a palavra de Deus, e o semeador é a pessoa que prega o evangelho do Reino. Porém, precisamos também considerar o ambiente onde a palavra é semeada. Um ambiente cheio de amor, cuidado, aceitação, unidade e muita unção do Espírito aumenta imensamente as chances de uma semente vingar.

 

Mudando as circunstâncias

A primeira parte das sementes caiu à beira do caminho, e as aves vieram e as comeram (v.4). Jesus explica que é quando alguém ouve a mensagem e não a entende, então o Maligno vem e lhe arranca o que foi semeado (v.19). Muitas pessoas estão assim, à beira do Caminho (Jesus), e não no Caminho. Não se decidem porque não entendem a palavra. Porém, num ambiente onde a palavra é pregada no poder do Espírito e não pela capacidade de persuasão humana, o entendimento se manifesta. Quando a família de Deus não apenas ouve, mas vive a palavra, as chances das pessoas serem convencidas e atraídas pelo Espírito crescem substancialmente!

A segunda parte das sementes caiu em terreno pedregoso (v.5). Elas chegaram a brotar, mas, como a terra não era profunda, não criaram raízes; então saiu o sol e as plantas se queimaram e secaram. Jesus explicou que esse solo representa aqueles que ouvem a palavra e logo a recebem com alegria, porém, não a aprofundam em suas vidas. Quando se deparam com as oposições pelo fato de terem se tornado cristãs, logo abandonam a palavra (vs.20-21). Porém, num ambiente de discipulado as pessoas são ensinadas a andar pela fé na palavra e não pelas circunstâncias. A Igreja que vive o padrão bíblico é esse ambiente de cuidado mútuo, onde as pedras da nossa alma são removidas, o coração endurecido é quebrado, para dar lugar a um coração amolecido, humilde e pronto a aprofundar as raízes da palavra!

A terceira parte das sementes caiu entre os espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas (v.7). Jesus explicou que são as pessoas que ouvem a palavra, mas as preocupações da vida e o engano das riquezas sufocam a planta e ela se torna infrutífera (v.22). Nota-se que essa semente brotou e a planta cresceu, mas ela se tornou infrutífera. A Igreja é um ambiente de estímulo e encorajamento mútuos, onde podemos alertar uns aos outros acerca das armadilhas e enganos. Quem é distraído com as ocupações desta vida e não cultiva relacionamentos para viver a interdependência, enfraquece a fé e se torna infrutífero, estéril espiritualmente. Como é bom fazer parte de uma família onde somos guardados da armadilha dos espinhos!

 

Criando as circunstâncias

Mas a quarta parte das sementes caiu em boa terra, e produziu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um (v.8). Jesus disse que este é aquele que ouve e entende, por isso reproduz (v.23). Entender a palavra é o segredo para sermos frutíferos. Terra boa e ambiente saudável são dois fatores ideais para que a semente brote, cresça, frutifique, permaneça e multiplique!

Portanto, terra boa não é suficiente. É preciso também luz, calor e umidade suficientes para que o mistério da vida aconteça. Nós podemos criar esse ambiente, e proporcionar à semente (palavra) as condições ideais ao seu desenvolvimento. Uma igreja acolhedora, que vive o senso de pertencimento e a prática do amor e do cuidado de uns aos outros ajuda as pessoas que estão à margem do Caminho (Jesus) a entrarem nele; ajuda a remover as pedras do nosso coração, os bloqueios argumentativos da obstinação e dos pensamentos absolutizados que tentam impedir o aprofundamento das raízes da palavra; ajuda a arrancar os espinhos do coração, tirar os olhos dos cuidados desta vida e focar no propósito do Reino.

O fruto que permanece é aquele que não está sozinho, por isso somos uma família que ama, um ambiente que proporciona as condições necessárias ao desenvolvimento da semente (palavra), ao crescimento da planta (discipulado) e à reprodução dos frutos (multiplicação). Somos a semente que vingou, num ambiente ideal, sem rebeldia, fofocas, malícia, contendas ou divisão, sem pedras e espinhos! Vale a pena lutar em oração para que a chuva (Espírito Santo) molhe essa terra e o Sol da Justiça (Jesus) Se manifestem e provoquem o milagre da vida! Nosso desafio agora é tomarmos os lugares de relevância e proeminência na sociedade, a fim de transformar nossa cidade e nação!

 

Roteiro de célula