Palavra Culto Domingo // 04 de novembro

LOUVOR E ADORAÇÃO NA CONGREGAÇÃO

 

A igreja é o povo mais feliz da terra! Por isso, quando ele se encontra, é impossível não haver explosões de júbilo e celebração. Por que Deus ordenou que Seu povo se reunisse a cada sete dias? Para lembrarem dos Seus poderosos feitos! Precisamos ser constantemente relembrados das mesmas coisas, para que nossa memória mantenha viva a gratidão, e nosso espírito seja renovado no ânimo e na fé (Deuteronômio 4:9; Salmos 103:1-2).

Portanto, nossas reuniões têm um profundo propósito. Não são rotina religiosa e enfadonha (Salmos 122:1). Nossos ajuntamentos são sempre recheados de expectativa porque eles expressam nosso estilo de vida de gratidão e adoração. O culto é direcionado a Deus, portanto é somente Ele que vai dizer se gostou ou não (Deuteronômio 6:13).

 

O louvor

Outra palavra para “louvor” é “elogio”. Portanto, quando louvamos a Deus estamos elogiando-O. Quando elogiamos uma pessoa destacamos as qualidades dela, e que ela faz. Então, louvor está mais associado a nossa expressão de gratidão pelo que Ele fez e tem feito. E Deus faz coisas tremendas sempre! (Salmos 103:3-22).

Nossas celebrações devem contemplar a alegria que vivemos (Salmos 29:15, 126:1-3). Se seguir a Jesus de Nazaré é o mais fascinante projeto de vida, nossas reuniões deveriam gerar grande expectativa, pois o que Ele fez por nós não tem preço e não tem como expressar (Salmos 106:1-2). O culto é uma festa, onde há alegria, júbilo, expressões de satisfação e prazer. Por isso, é extremamente incoerente celebrarmos a Deus por tudo o que Ele tem feito com o semblante caído e desanimado. Mesmo quando as coisas não estão indo bem, deveríamos considerar o que Ele já fez, e, principalmente o maior presente que temos: a salvação!

Quando nos reunimos para cultuar, usamos todo o nosso ser (espírito, alma e corpo) para expressar nosso louvor; ou seja nossos dons e talentos (vozes e instrumentos), como também nosso corpo (palmas, danças, coreografias…). O Salmo 150 é uma indicação de como devemos usar nossos talentos para o louvor dEle. Nosso corpo também é instrumento de música (Salmos 47:1-2). Davi dançou com todas as suas forças enquanto a arca do Senhor era levada a Jerusalém (II Samuel 6:14). Ele não teve receio, mesmo sendo rei, de extravasar a sua alegria diante do Senhor.

Quando juntos louvamos, estamos declarando nossa unidade. E, se não estamos sozinhos, precisamos aprender a nos expressar uns aos outros com palavras proféticas de estímulo e ânimo. Quando as frases dos cânticos são dirigidas à pessoas, devemos deixar a timidez de lado e olharmos para os nossos irmãos!

 

A adoração

Um dos sinônimos de “adoração”, que expressa muito bem seu significado é “amar extremosamente”. Tem a ver com conhecer a Deus. Está, portanto, mais ligado a reconhecer os atributos dEle, com aquilo que Ele é, a Sua pessoa, essência, caráter (Salmos 84:1-4). Adoração envolve contemplação da glória de Deus e da Sua autoridade. Muitas vezes resulta em quebrantamento, reconhecimento de pecados, arrependimento, lágrimas… (Isaías 6:1-8).

Adoração inclui cânticos espontâneos. É uma maneira de adorar usando palavras novas, que fluem do coração, não previamente compostas (Salmos 96:1). Quando toda a congregação faz isso ao mesmo tempo, a adoração sobe a Deus de forma autêntica e mais pura, e Ele Se manifesta (Salmos 22:3).

A música é apenas uma ferramenta para que possamos expressar nossa adoração. Ela não é o nosso foco. Muitos confundem emoção com espiritualidade. Emoções fazem parte do nosso ser, mas jamais devem ser nossa motivação. A sincera adoração, no entanto, ativará as emoções, e não há nada de errado em expressá-las.

O tempo de louvor e adoração no culto prepara o coração das pessoas para receber de Deus. Corações sensíveis estão abertos ao agir de Deus, a receber entendimento e revelação da palavra.

A “qualidade” do louvor e da adoração nas reuniões não é determinada por quem conduz aquele momento (embora este tenha seu papel relevante em mobilizar a congregação), mas é a voluntariedade e espontaneidade de cada um, o coração sincero e cheio de anseio por Deus.

Os instrumentos e a qualidade do som têm também sua importância, e a igreja deve fazer o seu melhor, no entanto, também não é o fator determinante. O lugar de culto não pode ser um ambiente de palco e platéia, onde uma multidão assiste a um show que exalta e projeta a imagem de pessoas. Não! Somos todos adoradores, e os que estão à frente são apenas condutores, pela direção do Espírito, a fim de que haja unidade!

 

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