Palavra Culto Domingo // 06 de Janeiro 2019

AS OITO ATITUDES DO AMOR

(I Coríntios 13:4-7)

 

A Bíblia diz que o amor de Deus foi derramado em nossos corações (Romanos 5:5). Se pelo Espírito Santo, ao nascermos de novo, o amor já foi derramado, então que precisamos fazer é manifestá-lo. Isso tem tudo a ver com atitude! Quase sempre relacionamos amor com sentimento e vontade – “O amor emocional, com sua paixão, romantismo e impulsos afetuosos, é a linguagem e a expressão do amor, mas não é isso que é amor (James Hunter).

O amor está ligado com nosso comportamento e caráter. É nos colocarmos à disposição dos outros, mesmo quando não sentimos vontade, pois amor não é o que falamos e sim o que fazemos. Ralph Waldo Emerson resumiu isso dizendo: “O que você é grita tão alto em meus ouvidos que não posso ouvir o que você está dizendo”.

Isso explica o que Jesus disse a respeito do amor ao inimigo (Mateus 5:43-48). Quem terá vontade de amar o inimigo e orar pelos que lhe perseguem? Quem terá vontade de fazer o bem a quem lhe faz o mal? Amar, portanto, é uma atitude, resultante da consciência que o Espírito Santo colocou em nós.

Paulo disse aos coríntios, ao abordar o assunto dos dons espirituais e a da dinâmica uns aos outros no corpo, que havia um caminho mais excelente a ser revelado (I Coríntios 14:31). Ou seja, toda essa prática não será possível se não for pelo caminho do amor! E, se observarmos com atenção, veremos que nenhuma dessas referências ao amor tem a ver com sentimento. Todas são atitudes.

O amor é:

Paciente. É demonstrar autocontrole. A palavra na língua original grega significa “espírito paciencioso”, ou “que não perde o ânimo”. É impressionante como conseguimos nos controlar diante de pessoas estranhas ou não tão próximas (chefe, cliente, autoridades,…), mas facilmente nos descontrolamos com nosso cônjuge, filhos, colegas de trabalho! Isso mostra como podemos, sim, controlar nossa ira (Efésios 4:26-27).

Bondoso. Ou  gentil. É tratar os outros com cortesia. É mostrar interesse pelas pessoas até mesmo quando não sentimos qualquer afeição. Tem a ver com apreciacao, dar atenção, elogios, créditos. Uma das mais fortes demonstrações de amor é se interessar pelo que as pessoas têm a dizer, fazer perguntas a elas. Palavras de afirmação e palavras gentis como “bom dia”, “por favor”, “obrigado”, “desculpe”, “você tem razão” são expressões de gentileza.

Humilde (“não inveja, não se vangloria, não se orgulha”). Humildade não é passividade, modéstia ou baixa auto-estima. Nada a ver com complexo de inferioridade. Os humildes são seguros de si mesmos, por isso nada precisam fazer para se autoafirmar. A palavra “humildade” vem da palavra “húmus” (matéria orgânica depositada no solo, que resulta da decomposição de animais e plantas mortas). Húmus é fertilizante para o solo. O humilde se faz “fertilizante” para o solo dos outros, a fim de que possam crescer e frutificar.

Respeitoso (“não maltrata”). É tratar as pessoas com a devida importância. Respeitar não é necessariamente aceitar ou concordar com as opiniões ou atitudes alheias, mas é tratar com consideração, é saber conviver com os diferentes, sem discriminar ninguém. Respeitar é tratar bem as pessoas mesmo quando elas se comportam mal, ou quando não fazer por merecer.

Altruísta (“não procura seus interesses”). É o contrário do egoísmo. O egoísta busca seu próprio interesse, o altruísta procura atender as necessidades dos outros. Esta é mentalidade de servo. O que Jesus fez por nós devemos fazer pelos outros (I João 3:16). Para atender as necessidades dos outros vou precisar abrir mão das minhas, renunciar algumas coisas, tempo, dinheiro, bens, recursos, etc.

Perdoador (“não se ira facilmente, não guarda rancor”). As pessoas vão nos magoar. Ninguém escapa de ser ofendido num mundo imperfeito com pessoas imperfeitas. Perdoar não é esconder a ofensa, mas ser sincero para comunicar, expressar o quanto se sentiu ofendido, e resolver a questão. Perdoar é “dar a perda”. A amargura nos priva da graça de Deus (Hebreus 12:15).

Honesto (“não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”). Honestidade é ser autêntico, é não tentar enganar ninguém, é não usar máscaras! Existem pessoas que escondem seus sentimentos e até mesmo seus pecados. Devemos falar a verdade em amor (Efésios 4:15). Ser honesto é ser leal às pessoas, aos líderes, e à família espiritual. Estar num ambiente, mas com o coração resistente, é ferir a unidade da igreja.

Comprometido (“tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”). Definição de compromisso: “ser fiel a uma escolha”. Quando nos decidimos a andar com Jesus e com nossa família espiritual, já fizemos a escolha; agora é sustentá-la com atitudes, assim como numa aliança de casamento. É uma questão de amor (atitude) e não de sentimento!

C.S. Lewis disse: “Não percam tempo se preocupando se vocês amam o próximo – ajam como se amassem. Vão descobrir que, quando se comportam como se amassem alguém, daí a pouco passarão a amá-lo”.

 

 

 

Na próxima semana falaremos sobre:

A mente do Servo – Como raciocina quem tem natureza de servo? Como podemos mobilizar e aprimorar uma cultura de serviço em nosso meio, de tal forma que amar e servir se torne a nossa marca bem visível?