Palavra Culto Domingo // 15 de julho

O PRINCÍPIO DA MULTIPLICAÇÃO

 

Nosso Deus é o Mestre da multiplicação. Ele multiplicou o azeite de uma viúva pobre (II Reis 4:1-7). Em outra ocasião, Ele multiplicou a farinha e o azeite de outra viúva (I Reis 17:7-15). Em duas montanhas da Galiléia Jesus multiplicou pães e peixes. Lucas relata uma dessas multiplicações milagrosas (Lucas 9:12-17).

Jesus pediu que os próprios discípulos dessem de comer àquela multidão. Quando eles voltaram trazendo em suas mãos apenas cinco pães e dois peixes, não tinham a mínima idéia do que e como Jesus iria fazer. Ele segura em Suas mãos os peixes e os pães, olha para cima e os abençoa. Depois que abençoou o alimento, Jesus começou a parti-lo ao meio e entregá-lo aos discípulos para que estes servissem ao povo.

Os discípulos entregaram um pão inteiro nas mãos de Jesus e só receberam metade de volta. Distribuindo os pedaços de pão ao povo, eles os partiam ao meio repetidas vezes, do mesmo modo que haviam visto Jesus fazer. O milagre não aconteceu nas mãos do Mestre – ele aconteceu nas mãos dos discípulos. O resultado foi 12 cestos cheios de sobras!

Dois princípios chaves para a multiplicação no Reino de Deus:

 

1) Algo precisa ser abençoado antes que possa multiplicar

Antes que seu dinheiro possa multiplicar, ele precisa ser abençoado. Ou seja, ele precisa primeiro ser dado ao Senhor. Aqueles poucos pães e peixes foram entregues nas mãos de Jesus; Ele os abençoou primeiro e então partiu-os. Quando damos as primícias da nossa renda ao Senhor (o dízimo), o restante dela é abençoado. Este é o princípio que está em Romanos 11:16 – “Se é santa a parte da massa que é oferecida como primeiros frutos, toda a massa também o é; se a raiz é santa, os ramos também o serão”.

Quando entregamos as primícias ao Senhor (dizimando no lugar onde somos abençoados, na família da qual fazemos parte, no ambiente onde somos alimentados), expressamos honra a Deus. Ao separarmos as primícias, nossa renda é santificada. Quando você entrega seu dinheiro em primeiro lugar, o Senhor coloca a Sua bênção nele, e, então, somente então, ele tem a capacidade de se multiplicar.

Vale repetir o que está em Provérbios 3:9-10: “Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho”.

 

2) Somente o que é dado pode multiplicar

Os pães e os peixes haviam sido abençoados, e assim tinham o potencial para se multiplicarem. Mas se os discípulos tivessem simplesmente comido entre eles, os pães e peixes teriam permanecido cinco pães e dois peixes; jamais teriam se multiplicado! Os discípulos tinham de dar para que pudesse ocorrer a multiplicação.

Às vezes os que entregam o dízimo dão pouco ou nada acima e além do dízimo, por isso nunca vêem suas finanças multiplicarem. Há uma diferença entre entregar o dízimo e apenas dar. Na verdade, entregar o dízimo é simplesmente devolver a Deus aquilo que Ele disse que é dEle. Não podemos dar aquilo que realmente não nos pertence. As primícias são do Senhor, o resto é nosso, para guardar ou dar, conforme a nossa escolha. Assim, o segundo princípio da multiplicação é que as finanças, acima e além do dízimo, devem ser compartilhadas se quisermos que elas se multipliquem

Entregar o dízimo é sinal de fidelidade, sim, mas apenas uma face da moeda. Em Malaquias 3 Deus menciona não apenas dízimos, mas também ofertas – “Pode um homem roubar de Deus? Contudo vocês estão me roubando. E ainda perguntam: como é que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas (v.8). São os dízimos e as ofertas que tiram a maldição e repreendem as pragas (v.11). Assim como os pães e peixes se multiplicaram nas mãos dos discípulos na medida em que partiam, também assim a nossa renda se multiplica quando repartimos o que Deus coloca em nossas mãos.

O mesmo princípio podemos também registrar no caso da viúva que derramou o azeite nas vasilhas (II Reis 4:1-7). Vasos ou vasilhas, na Bíblia, têm um significado: pessoas. A Bíblia várias vezes menciona pessoas como vasos nas mãos de Deus. O profeta ordenou que ela pedisse vasilhas emprestadas aos vizinhos e enchesse quantas pudesse. Enquanto a viúva derramava o azeite nas vasilhas, ele não parou de correr. Quando derramamos do que temos, mesmo que pouco, o princípio da multiplicação entra em operação. O potencial da multiplicação estava naquele azeite, porquanto a palavra do profeta fora liberada, mas a atitude de obediência dela é que acionou o milagre.

Cada vez que ofertamos nas células, nas reuniões e cultos, como também nos projetos sociais e missionários, ou mesmo ao repartir com alguém necessitado, o princípio da multiplicação é ativado. O texto diz que o azeite parou de correr quando não tinha mais vasilhas para encher. Então, se você quer ver suas finanças se multiplicarem, não pare de encher “vasilhas”, abençoar pessoas. Amém!

 

ROTEIRO DE CÉLULA