Palavra Culto Domingo // 28 de Janeiro 2019

A RESPOSTA DE LEVI

(Mateus 9:9-13)

 

“Passando por ali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: Siga-me. Mateus levantou-se e o seguiu” (Mateus 9:9).

O momento em que Jesus está em ação em Israel, é um tempo após grande silêncio de Deus ao seu povo. Israel está subjugado a Roma e o povo emergido em pecados, ansiando por uma grande ação de libertação, mas não uma libertação espiritual.

Levi, nome atribuído a Mateus por Jesus, e que significa dádiva de Deus, está na lista dos maiores excluídos da graça do céu, aos olhos do povo daquela época. Sua vida, testifica a pior classe de ser humano reconhecido na terra até aquele momento. Ele era Publicano, ou seja, cobrador de impostos. Os publicanos trabalhavam contra seu próprio povo em favor do Governador Herodes Antipas. Eles eram símbolo de desonestidade, arbitrariedades, e do egoísmo. Cobravam o máximo de valores de impostos possíveis, roubavam do povo e alteravam os relatórios para usurpar também do governo de Roma.

Tornando-se publicano, Levi deveria saber que estava se separando conscientemente de Deus, do povo, da pátria e cometendo de maneira consciente pecados gravíssimos, tendo de lidar com o desprezo de pessoas descentes e ser considerado digno do inferno, segundo a concepção judaica. Sua vida era comparada a de ladrões, prostitutas, saqueadores e assaltantes.

Mas Jesus chamando Levi, dando lhe um novo nome, expressa a importância da partida imediata e do seguimento sem demora, pois não há mais tempo a perder com as coisas passageiras.

 

A força da vocação de Levi

 

O primeiro ato do agora Mateus, foi chamar seus ex-colegas de profissão a estarem próximos do Senhor (Mateus 9:10). Os cobradores de impostos de Cafarnaum estavam à mesa com Jesus, juntamente com um dos maiores pecadores da época. A palavra “segue-me” no original grego é “akolutheo”, o mesmo que “seguir” e tem como primeiro significado “ir atrás de”. No oriente médio, a mulher anda atrás do marido e o aluno atrás do seu mestre. Isto expressa honra, que é prestada ao que está acima. Esta prática de discípulo e mestre foi adotada entre os rabinos, porém ao findar dos estudos de dois anos aproximadamente, o elo era dissolvido. Mas com Jesus não, pois Ele é eterno!

 

A reprovação dos religiosos

 

No mesmo instante, em que esse novo discípulo está iniciando a caminhada de remissão e nova vida, a força de sua identidade gera os primeiros conflitos.

Jesus é indagado sobre seu ato de misericórdia, julgado por exercer amor incondicional e Mateus é lembrado de quem ele é, ou seja, como é visto por todos. Seus pecados estão explícitos ainda (Marcos 9:11). Nos evangelhos de Marcos e Lucas, não é citado o termo publicano (Marcos 2:13, Lucas 5:27-28), o que sugere que Mateus não teve em nenhum momento de seus escritos, problemas de reconhecer sua natureza antiga, e de onde o Senhor o tirou, pois ele permanece usando esse termo no livro que leva seu nome.

Jesus deixou claro a todos nesse momento, qual era a sua missão e quem haveria de herdar seu Reino (Mateus 9:12): os doentes e necessitados.

 

Vencendo a alma para superar os limites

 

Mateus conhecia sua vida, tinha convicção de que o Mestre o havia comissionado. Não era surpresa ao Senhor, com quem estava à mesa, muito menos aos outros estavam com Ele (Mateus 9:13).

Esse novo discípulo precisou abandonar várias práticas e vícios de vida cotidiana e humanista para poder prosseguir. Antes ele enfrentava o desprezo do povo e tinha uma pequena simpatia de Roma. Agora, ele tem o desprezo de Roma, a desconfiança do povo e o julgamento dos seus pares de profissão. Mateus abandonou o prestígio, a vida de privilégios, vencer o egoísmo reinante da humanidade decaída pelo pecado, vencer a avareza, Mamon (Mateus 6:24) e subjugar as suas vontades em favor da palavra. Antes Levi, agora Mateus, precisou morrer para ele mesmo.

 

Romper nossas limitações é um grande desafio, e isso ocorre no território da alma

 

Em (Mateus 10:01-04), na escolha dos 12 apóstolos, encontramos homens não perfeitos, mas que foram submetidos à presença curadora de Cristo e que revolucionaram o mundo. Nós também podemos ir além, basta decidir. Vamos praticar amor e serviço, não de palavras, mas sim em atos

 

ROTEIRO DE CÉLULA