Palavra do Culto de 19 de Julho

VOCÊ É ALVO DO AMOR DE DEUS

Falar é fácil, o difícil é praticar! Quando alguém diz uma coisa e faz outra, revela falta de caráter. É melhor não falar, do que falar e não fazer.

Deus tem caráter íntegro. Ele é Santo, nunca falha, nunca cometeu algum erro ou pecado. O que Ele diz, Ele faz! “Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir?”(Números 23:19). Ele diz que nos ama, e já provou isso!

Ele já provou que nos ama

Deus provou o Seu amor enviando Jesus, o Seu próprio Filho, para Se entregar por nós – “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5:8). Jesus provou que nos ama fazendo algo. O amor é o que o amor faz. Jesus não viveu para Si mesmo, mas, sendo Filho de Deus, era o próprio Deus, e desceu à terra para dar Sua vida. O decreto de morte estava sobre a humanidade por causa do pecado (rebelião contra Deus), e alguém tinha que anulá-lo. Se o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23), então só alguém sem pecado (que venceu o pecado) poderia vencer a morte. Vencido o pecado, seu salário já não mais existe. Se não há causa, não há conseqüência! Ele pagou a nossa dívida. Para não morrermos, morreu a nossa morte. Ele nos perdoou sendo que nós éramos os devedores, rebeldes. Não éramos amigos dEle, pelo contrário, inimigos.

Jesus pregava e fazia o que pregava! Ele disse: “E se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam” (Lucas 6:32). Mesmo não sendo recebido pela humanidade nem pelo Seu próprio povo, curou os enfermos, libertou os cativos, fez o bem a todos, sem distinção de raça, cor ou religião. Não esperava retribuição, nem agradecimento. Ao ser crucificado, não rogou praga aos seus algozes, mas disse: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34).

O Seu amor tem um propósito

A Bíblia nos conta que Jesus tinha um amigo a quem amava muito. Seu nome era Lázaro, e ele tinha duas irmãs que se chamavam Marta e Maria. Um dia Lázaro adoeceu; então as irmãs de Lázaro mandaram um recado a Jesus: “Senhor, aquele a quem amas está doente” (João 11:3). Lázaro representa cada um de nós. O pecado nos adoeceu por dentro, mas tem alguém que nos ama e é capaz de trazer solução a esse problema.

Jesus amava muito a Lázaro e às suas irmãs (v.5), no entanto, não foi logo socorrê-lo. Ficou ainda dois dias no lugar onde estava. Quando resolveu ir, deixou bem claro aos discípulos: “Lázaro morreu, e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam. Mas, vamos até ele”. (v.15). Deus não Se move por sentimentos, mas por propósitos. Nosso amor é sentimental, por isso falamos e não fazemos. Jesus faz sempre, mas no modo e no tempo dEle. Ele já estava resolvido a socorrer Lázaro (v.11), embora a circunstância tivesse piorado. Muitos guardam dúvidas quanto ao amor de Deus, porque levam em conta as circunstâncias, ou porque seus pedidos não foram atendidos da maneira que imaginavam ou na hora que gostariam. Até mesmo Marta talvez tivesse nutrido essa dúvida em seu coração: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido” (v.21).

Mas Deus nos ama tanto que não faz o que queremos e sim o que precisamos. Ele não nos trata como crianças mimadas. O que precisamos é de vida eterna. A ressurreição de Lázaro faz referência à nossa ressurreição espiritual. E Jesus deixou isso bem claro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim não morrerá eternamente”(vs.25-26). Este é o propósito do amor de Deus!  Jesus havia dito: “Essa doença não acabará em morte; é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela” (v.4).

O amor precisa ser correspondido

Quando Jesus chegou diante do túmulo, Ele chorou. E então disseram: “Vejam como ele o amava” (vs.35-36). O v. 38 diz que Ele ficou outra vez profundamente comovido. Mas Jesus não apenas se emocionou; Ele fez! Mandou que tirassem a pedra mesmo depois de morto e sepultado há quatro dias. E Ele bradou em alta voz: “Lázaro, venha para fora” (v.43).

Há um decreto de vida sobre nós por meio da cruz de Cristo. Mas é preciso uma resposta ao amor dEle, não apenas uma emoção. À semelhança da pedra na entrada do túmulo, a pedra do nosso coração precisa ser removida. Jesus deu uma ordem: “Tirem a pedra”(v.39). Para que o decreto de vida possa entrar em operação é necessária uma atitude. Tirar a pedra compete a nós e não a Deus. É abrir mão do orgulho, remover os bloqueios da incredulidade e do conformismo com a morte. Se a cruz já venceu a morte, por que colocamos uma pedra entre nós e ela e a estabelecemos como definitiva? Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida” (v.25). Jesus veio nos devolver a autoridade para cancelar o óbito. Ao removermos a pedra podemos encarar a morte de frente. Isso nada mais é do que decisão. Amém!