Palavra e Roteiro de Célula // 15 de outubro

ÁGUA AMARGA PODE SE TORNAR DOCE – Êxodo 15:22-27

Três dias antes deste evento o povo de Israel estava eufórico, celebrando com grande alegria, pois havia experimentado um dos milagres mais extraordinários descritos na Bíblia: a travessia do Mar Vermelho! Porém, em pouco tempo tudo mudou porque – “… Durante três dias caminharam no deserto sem encontrar água” (v.22). Chegaram a um lugar chamado Mara, onde havia água, mas não puderam bebê-las porque eram amargas (v.23). Mara, traduzido do hebraico é “amarga”, ou “amargura”. Então começaram a reclamar a Moisés dizendo: “Que beberemos?” (v.24).

A falta de água é um reflexo da nossa insuficiência em relação a Deus. Jesus disse: “… Quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede” (João 4:14); e também: “… Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15:5). Ele estava falando de uma água espiritual, que nos permite ser saciados e fortalecidos internamente! O deserto simboliza os momentos de dificuldades da nossa vida, onde muitas vezes nos sentimos impotentes e incapazes de achar uma solução para o problema. Porém, à semelhança do que aconteceu com o povo de Israel, a tendência da maioria das pessoas é reclamar do que falta em vez de agradecer pelo que já têm. Além disso, geralmente procuram um culpado, assim como fizeram várias vezes com Moisés!

A linguagem de fé

Quando as coisas estão boas e os ventos sopram a nosso favor, facilmente celebramos e nos animamos; mas quando tudo parece que dá errado, então somos provados na fé. Palavras negativas são palavras amargas. Quem não anda pela fé é amargo de coração e não consegue liberar palavras boas. Mas quem anda pela fé lembra que o Deus que abriu o Mar Vermelho é capaz de fazer qualquer coisa!

As águas amargas de Mara eram o reflexo do coração daquele povo. O problema já não era mais a sede, mas o coração incrédulo e amargo. Um coração amargo não produz água boa! Tiago fala da nossa língua: “Com a língua bendizemos o Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procedem bênção e maldição. Meus irmãos, não pode ser assim! Acaso podem sair água doce e água amarga da mesma fonte?” (Tiago 3:9-11). A fonte amarga lança palavras de morte, espalha fofocas, contendas, mentiras, destrói relacionamentos… Água amarga é venenosa, por isso mata! Mas Jesus disse: “… Quem beber da água que eu lhe der… se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4:14). Deus quer tratar da raiz do problema, o nosso coração, a fonte da nossa vida.

Quem se entrega descansa

Moisés clamou, e o Senhor ordenou que ele lançasse um arbusto (árvore) na água; e ela se tornou boa, doce! A árvore nos lembra a madeira da cruz, na qual Jesus foi crucificado e nos substituiu. Jesus disse que nós também devemos tomar a nossa cruz se quisermos segui-Lo (Lucas 9:23). Tomar a cruz é fazer o que Ele fez, se entregar em confiança completa ao Pai. Quando nos entregamos em total confiança nas mãos dEle, sabendo que Ele sempre tem um propósito em tudo e que sempre tem o recurso para saciar nossa sede, então nossa boca se torna doce e as palavras agradáveis! Quem anda pela fé não se deixa enganar pelas circunstâncias, por isso perdoa, ama, aceita incondicionalmente…, e a amargura desaparece.

Foi naquele lugar que Deus os colocou à prova (v.25). Eles viram que Deus não os deixaria morrer, e que o deserto não os venceria. Ali Deus lhes deu ordenanças e os desafiou dizendo: “Se vocês derem atenção ao Senhor, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova… não trarei sobre vocês nenhuma das doenças dos egípcios…” (v.26). Coração amargurado é fonte de enfermidade e morte, mas coração puro é fonte de vida!

Dali eles seguiram para Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras (v.27). Da escassez entraram na fartura em pouco tempo. Deus pode mudar a nossa sorte de uma hora para outra, pois Ele é quem tem o domínio. As doze fontes e as setenta palmeiras podem representar o discipulado (Jesus chamou doze homens para serem Seus discípulos; e em outra ocasião enviou setenta para irem de cada em casa cumprirem sua missão). Elim significa “lugar de descanso”. Quando decidimos seguir  Jesus, encontramos verdadeiro descanso para alma. O povo de Israel estava no início da caminhada em direção a terra prometida, e eles precisavam entender definitivamente que só conquistariam por meio da fé e da obediência. O discipulado (processo de formação de um discípulo) nos ensina obediência, disciplina, compromisso com Deus e os irmãos. Discipulado é uma escolha, por isso Deus disse: “Se vocês derem atenção…” (v.26). Quando o discipulado funciona nunca falta água, mesmo no deserto! Deus usa pessoas para moldar o nosso caráter ao de Cristo. No discipulado demonstramos humildade, coração de criança, pronto a ser ensinado. O discipulado promove fartura de água limpa. Amém!

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