Palavra e Roteiro de Célula // 20 de maio

UMA VIDA ABENÇOADA

 

Entregar o dízimo é vida, e não lei. Muitos cristãos bem intencionados, porém, mal informados, reagem à mensagem sobre o dízimo dizendo que ele faz parte da Lei. No entanto, o princípio do dízimo antecede à Lei de Moisés em milhares de anos. Quando Abrão encontrou-se com Melquisedeque (uma figura de Jesus Cristo), este o abençoou e Abrão lhe entregou o dízimo de tudo (Gênesis 14:17-20, Hebreus 7:1-3). Abraão, nosso pai espiritual, deu o dízimo a Melquisedeque, 430 anos antes da Lei!

O dízimo, além de ser um teste (se na verdade Deus ocupa o primeiro lugar em nossa vida), é também a única área na qual o cristão é convidado a testar Deus: “… Ponham-me à prova, diz o Senhor dos Exércitos, e vejam se não vou abrir as comportas dos céus…” (Malaquias 3:10). Deus nos desafia: Comece a honrar ao Senhor diligentemente com as tuas primicias – o dízimo – e veja o que acontece!

 

O dízimo e a graça

O dízimo transcende à Lei do Antigo Testamento. “Não matarás”, por exemplo, é um dos dez mandamentos, porém, ninguém diria que hoje é legítimo matar só porque estamos debaixo da graça! Se uma coisa estava certa debaixo da Lei, ela agora está errada debaixo da graça?

A justiça da graça excede à justiça da Lei. Jesus disse isso em Mateus 5:17-20 – “… Se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus” (v.20). Jesus veio estabelecer um padrão muito mais elevado sob a graça do Novo Testamento. Se a Lei diz: “Não matarás”, Jesus diz que não devemos sequer ficar irados com nosso irmão (5:21-22). A Lei diz para não cometermos adultério, mas Jesus diz que não devemos sequer olhar para uma mulher com cobiça (vs.27-28). Então, se alguém diz que não dá o dízimo porque está debaixo da graça, ela deveria dar mais do que dez por cento, porque a justiça da graça sempre excede à justiça da Lei. Quando damos de acordo com a graça, damos mais do que o dízimo, mas começamos com o dízimo!

 

A graça não anula a Lei

Toda desobediência à Lei traz consequências, por isso graça não é libertinagem. Paulo escreve: “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?” (Romanos 6:1-2). Agora, pela graça, a consciência e a responsabilidade governam nossas ações. Por exemplo, se uma pessoa infringe as leis de trânsito, ela poderá sofrer punição, como também as consequências de um grave acidente. Porém, se ela obedece às leis de trânsito pela consciência (evitam acidentes) e não pelo medo da punição, a lei perde sua força, embora continue valendo.

No VT Deus diz que omitir o dízimo implica em maldição (Malaquias 3:9). Mas o NT diz que Cristo nos redimiu da maldição da lei (Gálatas 3:13). Óbvio que se refere aos que agora estão debaixo da graça, que obedecem por consciência e responsabilidade, e não por medo da punição do inferno. Porém, as consequências da quebra da lei continuam acontecendo, porque a lei continua valendo! Portanto, se não pratico o dízimo, sou privado das bênçãos e promessas de Deus; mas, se pela consciência eu o pratico, colherei bênçãos para mim e meus irmãos. Ele nos dá a promessa de que repreenderá o mal (v.11) se tão somente ousarmos confiar nEle e obedecer-Lhe.

 

Graça: gratidão pela bênção, bênção pela gratidão

Muito antes da Lei Jacó fez o voto com Deus de dar o dízimo de tudo (Gênesis 28:20-22). O voto de Jacó veio diretamente do seu coração cheio de gratidão 400 anos antes da Lei!

Deus considera o dízimo santo (Levítico 27:30). A palavra “santo” significa “separado” e “colocado à parte”. Devemos tirar de dentro da nossa casa o que é consagrado a Ele (Deuteronômio 26:13-14).

Jesus fez uma declaração sobre o dízimo (Mateus 23:23). Ele repreendeu os fariseus, que eram meticulosos quanto ao dízimo, mas negligenciavam as questões mais sérias. O dízimo em si mesmo é legalismo e religiosidade, mas como expressão de obediência num conjunto de ações que revelam o amor a Deus acima de tudo e ao próximo, atrai a bênção!

II Crônicas 31:4-10 relata que quando o povo de Deus começou a dar o dízimo, Deus começou a abençoá-lo ainda mais. Este ciclo ascendente de bênção e abundância resultou em montões de bens e de alimento na casa de Deus. O dízimo abençoa o povo de Deus, mas também traz provisão para a casa de Deus. Malaquias diz: “… Para que haja alimento em minha casa” (3:10). Quando há provisão na casa de Deus, não há limites para a expansão do Reino de Deus na terra. Amém!

 

Roteiro de célula 20.05