Palavra e Roteiro de Célula // 22 de abril

A ISCA DE SATANÁS

 

Uma armadilha precisa de duas coisas para ter êxito: ela precisa estar escondida, para que o animal tropece nela sem vê-la; e também precisa ter uma isca para atrair o animal. Satanás prepara armadilhas; elas estão ocultas e contém iscas preparadas. Ele não faz nada óbvio, é sutil, sagaz e tem prazer em enganar. Paulo diz que devemos ficar firmes contra as suas ciladas (Efésios 6:11). Precisamos ser bem treinados pela palavra para reconhecermos suas armadilhas.

Um dos tipos de isca mais enganoso e traiçoeiro é a ofensa. Ela em si não é mortal, caso permanece na armadilha, mas se a mordermos e permitirmos que ela alimente nosso coração, produz morte. Quando damos importância a uma ofensa, as consequências são insultos, ataques, feridas, divisão, separação, relacionamentos quebrados, traição, e retorno ao pecado.

Quando Jesus falou sobre este assunto, enfatizando a importância do perdão, os discípulos disseram: “Aumenta a nossa fé” (Lucas 17:1-5). Aquele clamor por mais fé não foi inspirado pelos milagres, nem pelos mortos ressuscitados, nem pelo mar acalmado; mas pela simples ordem de perdoar aqueles que os haviam ofendido!

 

A ofensa é inevitável

Ser livre da ofensa é essencial a todo cristão, porque Jesus disse que é impossível vivermos esta vida e não sermos ofendidos: “É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar…” (Lucas 17:1). A tradução Revista e Atualizada diz: “É inevitável que venham escândalos”. A palavra grega traduzida como “escândalo” vem da palavra skandalon. Esta palavra originalmente se referia à parte da armadilha na qual a isca ficava presa, portanto significa colocar uma armadilha no caminho de alguém.

A ofensa é uma das principais armadilhas usadas pelo Diabo para levar as pessoas cativas. Muitos são incapazes de atuar de forma adequada e cumprir todo seu potencial por causa das feridas e dores que as ofensas geram em suas vidas. Na maioria foram feridos por um dos seus companheiros crentes (Salmos 55:12-14). A Bíblia diz que nos últimos dias os homens serão “amantes de si mesmos” (II Timóteo 3:2). Paulo estava se referindo aos que estão dentro da igreja. Muitos estão feridos, magoados e amargos, mas não percebem que caíram na armadilha de Satanás.

Paulo diz que aqueles que se envolvem em discussões ou em oposição caem em uma armadilha e se tornam prisioneiros, passando a fazer a vontade do Diabo (II Timóteo 2:24-26). Tais pessoas não estão cientes do cativeiro que se encontram. Quando uma pessoa está enganada, ela acredita estar certa, muito embora esteja errada.

Satanás mantém as pessoas presas à ofensa por meio do orgulho. A pessoa orgulhosa diz: “estou bem, não estou magoado”. O orgulho mascara a verdadeira condição do coração, e impede de lidarmos com a verdade. Ele distorce a nossa visão. Você nunca muda quando pensa que tudo está bem. O orgulho endurece o coração e impede o arrependimento (II Timóteo 2:24-26). Por acreditar que é inocente e que foi injustiçado, você retém o perdão. Mas um erro não justifica o outro!

 

A cura

Jesus falou à Igreja de Laodicéia em Apocalipse 3:14-20. Ela pensava que estava bem, mas o orgulho ocultou a sua real situação. Jesus disse aos laodicenses como sair daquele engano:

Compre de mim ouro refinado no fogo (Apocalipse 3:18). O ouro refinado é suave e flexível. Somente quando o ouro é misturado a outros metais (cobre, ferro, níquel…) é que ele se torna duro, menos flexível. Um coração puro é como ouro puro – macio, suave, flexível. Nossos corações são endurecidos pelo engano do pecado (Hebreus 3:13). Se não tratarmos uma ofensa, ela produzirá mais frutos de pecado. Quando o ouro é derretido a altas temperaturas, as impurezas são separadas e removidas produzindo um metal mais puro. Deus nos refina com aflições, provações e tribulações (Isaías 48:10, I Pedro 1:6-7). Elas são o calor que separa as impurezas como a falta de perdão, as disputas, a amargura, a inveja… O pecado se esconde facilmente onde não existe o calor das provações e aflições. Mas sob o calor das provações as impurezas sobem à tona.

Compre… colírio para… poder enxergar (v.18). Nossa capacidade de ver corretamente é outra chave para sermos libertos do engano. Trata-se de enxergar a nossa própria condição. Em geral, quando somos ofendidos, nos vemos como vítimas e culpamos aqueles que nos feriram. Mas você só se arrepende quando para de culpar os outros!

Quando culpamos os outros e defendemos a nossa posição, estamos cegos. Lutamos para tirar o argueiro do olho do nosso irmão quando há uma trave no nosso. É a revelação da verdade que nos liberta!

 

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