Palavra e Roteiro de Célula de 19 de fevereiro

ANDAR EM VITÓRIA É POSSÍVEL!

As escrituras nos ensinam claramente que a transformação do nosso caráter espiritual é processual. Não existe transformação instantânea! Fazer discípulos implica num processo de formação de caráter (o caráter de Cristo), que chamamos de discipulado. É uma ação contínua, sequente e frequente.

A Bíblia diz: “A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia” (Provérbios 4:18). O justo caminha em direção à Luz, e quanto mais perto dela, maior a claridade, que por sua vez revela a sujeira e o desafia a uma limpeza (I João 1:5-7). Outra palavra que poderíamos usar para definir discipulado é “santificação”. Santificação é o processo de se separar gradativamente do sistema deste mundo, para assimilar a mentalidade e a cultura do Reino de Deus (Romanos 12:1-2). Nossa alma não se converte, ela é má e continuará sendo. Jesus disse: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41).

A ilusão da cura instantânea

Por que, infelizmente, ocorre que muitas pessoas pioram em vez de melhorarem, mesmo continuando a frequentar os cultos da Igreja? Hoje uma geração de “evangélicos” está à espera de um toque de mágica que possa mudar suas vidas. Como a tecnologia tornou tudo fácil e instantâneo, é essa a mentalidade que domina. Muitos pensam que uma sessão de cura interior e libertação, ou um retiro, vai solucionar os seus problemas de alma. Mas isso é uma grande ilusão! Cura e libertação é, na verdade, uma postura, uma resolução que vem pela fé e nos faz dominar os impulsos da carne. Quanto mais santos (separados), mais resolvidos quanto a essa luta interior no nível da mente (alma). Sem santificação (uma atitude voluntária do discípulo), não há cura, porquanto é o ato contínuo de santificação que robustece o espírito para ir vencendo a carne (alma).

Precisamos entender que o amadurecimento espiritual é o fortalecimento gradativo do espírito enquanto alma vai sendo dominada. Na medida em que avançamos em direção à Luz, somos mais cheios do Espírito, e mais fortes nos tornamos para vencer a carne. E se não vigiarmos e orarmos, a carne novamente se sobressai e tende a retomar o comando. O termo que o apóstolo Paulo usa é “fazer morrer” a natureza terrena (Colossenses 3:5, 9-10).

A palavra é o único remédio

Por isso Jesus disse: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8:32). A verdade é a palavra (João 17:17). A fé na palavra, que diz quem eu sou por meio da cruz, é o fator determinante no domínio constante da alma. É a minha convicção (fé) que me faz agir com autoridade no mundo espiritual. Por isso, cristão que não absorve e medita na palavra constantemente, jamais poderá vencer a alma. Nossa guerra não é carnal; alma não pode vencer alma! Nossas armas são espirituais, para a destruição de fortalezas (II Coríntios 10:4). Fortalezas são áreas de domínio do inimigo e elas devem ser destruídas; no entanto, a vigilância deve ser contínua, pois, se não, ele pode voltar e retomar o espaço. Por exemplo, quem sofreu rejeição no passado, deve perdoar os que o rejeitaram (destruir a fortaleza); porém, se não vigiar, o sentimento vai voltar, pois na trajetória de nossas vidas todos continuam sofrendo rejeição!

Fortalecer o espírito é se encher do Espírito

Santificar-se é ser cada vez mais cheio do Espírito Santo (Efésios 5:18). Esvaziar-se é a nossa parte, encher é com Deus. O esvaziamento começa com reconhecimento, confissão e renúncia de todo o pecado. É exatamente isso que a luz proporciona, ela denuncia, assim como o Espírito Santo convence (João 16:8). Sem convicção de pecado não pode haver confissão, sem confissão não há esvaziamento, e sem esvaziamento não há enchimento. Quanto mais cheios do Espírito Santo, mais o caráter de Deus Se manifesta, pois o Espírito é o próprio Deus. Então, quando uma pessoa vai se enchendo do Espírito, mais honesta ela se torna, mais verdadeira, mais decente; sua linguagem se torna mais limpa, ela se torna mais calma, mais perdoadora, amorosa, misericordiosa, e assim por diante. Ela vai brilhando mais e mais até a plena claridade!

Somente os que andam em discipulado é que podem fazer parte da conquista de  um território, porque vencem a batalha interior. Quem não cresce em vitória interior, não pode vencer a guerra contra principados e potestades que dominam as regiões celestiais (Efésios 6:10-12). A nossa oração é uma arma de guerra a fim de que todos os homens sejam salvos, mas precisamos levantar mãos santas (I Timóteo 2:1-4, 8). Levantar mãos santas é clamar com pureza de intenções, com caráter tratado e dominado pelo Espírito. Essa oração, sim, subirá ao céu, e será poderosa para fazer cair principados e potestades. A guerra nos ares só se vence com a vitória sobre a alma. Amém!

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